(aos filiados ao partido comunista do Brasil)
Já houve um tempo em que qualquer possibilidade de uma participação
minha em um partido ou atividade deste era uma idéia que me causava repulsa. Vangloriava-me
de não me interessar por política partidária inclusive dispensando sobre ela
todos os males desta sociedade. Mas não era por menos, quando criança sempre
usava minha bicicleta de propaganda ambulante, não que eu soubesse de fato quem
era o candidato, era apenas uma criança, os defendia até me pareciam tão sérios
e compromissados, e até referência mas mesmo criança eu sabia que depois de
eleitos eles não faziam muito pelo povo, isso me decepcionava amarguradamente, o
desgosto pela política foi tomando conta de mim assim como já dominava meu pai,
e para muitos mais trabalhadores, á esperança e alternativa de emancipação do
povo pobre e explorado deste país. Alguns candidatos que os traiu covardemente
se entregando aos interesses da burguesia.
Apesar dos pesares não houve como
refutar-me da vida política, parecia que era inevitável, alimentada pelos meus sonhos
por minha vontade de mudança, que estava em mim, que crescia a medida que eu
crescia também, pode parecer nada haver mas mesmo sem querer eu era sempre a
líder de sala, todos os meus anos escolares
e olha que meu pai vivia mudando e eu mudando de escolas junto,quando
cheguei em Goiânia ás coisas não eram muito fáceis não que fosse no Pará mas lá
agente tinha a família e mato pra caçar caso faltasse algo, aqui não havia
essas coisas, me revoltava quando na coordenação do Colégio Damiana da Cunha
dizia, que eu e meu irmão não entraríamos se não comprássemos o uniforme .Ou minha mãe
comprava o uniforme ou o alimento para casa, isso me deixava indgnada, me
perguntando aonde, aonde que com esse sistema temos ás mesmas condições de
avançar, de ”crescimento”?Se até escola pública nós e privada!
Imaginava ás outras milhões de mães que andavam a pé de campinas até o centro pra poder o dinheiro do sit - passe comprar o gás do mês, ou que juntavam latinhas pela noite pra comprar pedrinhas e fazer chaveiros e ensinando seus filhos madrugada a dentro de baixo de um mosqueteiro a ler por que o ensino é de péssima qualidade, aprendi a ler com minha mãe não foi na escola.
Imaginava quantas crianças vendiam chaveirinhos e faziam algo pra completar renda da família, podem ser coisas banais mas que acontecem com ás famílias bem mas do que agente simploriamente possa imaginar, ainda imagino quantos famílias não passem por isso, nunca tive vergonha de catar latinhas, nunca tive vergonha de vender qualquer coisa que fosse e agradeço a minha mãe que me ensinou a me virar em qualquer lugar e onde eu fosse, falar em combater o trabalho infantil é fácil, todo mundo fala, mas não se investe em ensinar alguma coisa á essas crianças que vai forma pra vida e pro mercado de trabalho, mudei de escolas ainda mas uma 4 ou 5 vezes até ir para no Lyceu de Goiânia, onde também fui representante de classe, através disto conheci o grêmio que me falaram de uma tal de UGES (união goiana dos estudantes secundaristas), diziam que era o movimento estudantil, eu me perguntava :será que é mesmo? Será que meus heróis existem? A resposta era sim!Em um dia lá estavam eles na porta do Lyceu de Goiânia uns 3mi estudantes, liderados por um menino de sorriso torto denominado Catraca, meus olhos brilhavam, e desci ao encontro deles como se eu soubesse exatamente o que fazia, (o pior é que eu sabia), ELES lutavam por 10% do PIB, pelo pré-sal , e um monte de coisas que eu desconhecia mais isso só me motivou a conhecer mais é mais, passou –se o tempo e sem perceber um ano de luta se passou ao lado da UGES, muitas ocupações, manifestações, pula catraca, e era a chegada o grande congresso da UGES é já filiada a UJS (União da Juventude Socialista) me perguntaram se eu poderia ser a candidata para presidência da UGES pelo biênio 2011-2012, pensei muito, agora convicta de que era socialista e de era ali meu lugar, eu disse : Sim !!E fui eleita a primeira mulher a presidir a UGES em 38 anos. E missão dada é missão comprida, com um time novo começamos a nossa gestão com uma GREVE dos professores, ao contrário do que pensam apoiar a greve dos professores não foi uma decisão difícil de ser tomada eu sempre achei que era isso que os estudantes deviam fazer, apoiar a sua classe seus mestres, caímos com todo apoio a GREVE dos professores, a luta pelo PASSE LIVRE continuou, a luta por nossa sede, pelos 10% do PIB pelo PRÉ SAL, e muitas outras que foram dadas a nós, sem desistir nós continuamos esquecendo ás turbulências, nós saímos muito bem, passei no vestibular, não era mas secundarista precisava seguir o curso natural acadêmico de todo estudante, e isso queria dizer deixar a presidência da UGES, meu coração se apertava mas sabia que meu vice presidente irá tomar muito bem conta dessa entidade. Então é chegada o Congresso Mucipal da UJS, e um novo desafio é me dado, ser presidenta da primeira MUNICIPAL da UJS em Goiânia, era mas tarefas mas lutas, e muitas mais critícas, orgulhosa de tal confiança, amedrontada com o andamento e o crescimento das coisas, coração apertado em ter que fazer a transição da UGES para UJS, consultei meus dirigentes mas próximos na UGES eles disseram : Sim nós agüentamos por aqui, e ali eu vi, uma família em que eu era brava quando tinha que ser, mas acolhia quando era necessário, mas era a hora de nós prepararmos para a despedida, mais convicta ainda de ser Socialista aceitei minha nova missão, defender o socialismo dos nossos sonhos, defender a juventude socialista e ir a luta sem medo novamente, foi com a UJS que tive atunidade de entender mais claramente como se davam as divergências de grupos e partidos políticos entre a juventude organizada, e principalmente perceber suas práticas. Foi atuando em um movimento estudantil que defende a aliança operário-estudantil; uma educação pública gratuita, de qualidade, socialmente referenciada; que combate toda forma de opressão machista, racista, homofóbica; que pude entender verdadeiramente a necessidade da construção de uma nova sociedade, um novo modelo de sociabilidade em que seriam possíveis os nossos sonhos. A UGES sempre tomou suas decisões com os estudantes.
Imaginava ás outras milhões de mães que andavam a pé de campinas até o centro pra poder o dinheiro do sit - passe comprar o gás do mês, ou que juntavam latinhas pela noite pra comprar pedrinhas e fazer chaveiros e ensinando seus filhos madrugada a dentro de baixo de um mosqueteiro a ler por que o ensino é de péssima qualidade, aprendi a ler com minha mãe não foi na escola.
Imaginava quantas crianças vendiam chaveirinhos e faziam algo pra completar renda da família, podem ser coisas banais mas que acontecem com ás famílias bem mas do que agente simploriamente possa imaginar, ainda imagino quantos famílias não passem por isso, nunca tive vergonha de catar latinhas, nunca tive vergonha de vender qualquer coisa que fosse e agradeço a minha mãe que me ensinou a me virar em qualquer lugar e onde eu fosse, falar em combater o trabalho infantil é fácil, todo mundo fala, mas não se investe em ensinar alguma coisa á essas crianças que vai forma pra vida e pro mercado de trabalho, mudei de escolas ainda mas uma 4 ou 5 vezes até ir para no Lyceu de Goiânia, onde também fui representante de classe, através disto conheci o grêmio que me falaram de uma tal de UGES (união goiana dos estudantes secundaristas), diziam que era o movimento estudantil, eu me perguntava :será que é mesmo? Será que meus heróis existem? A resposta era sim!Em um dia lá estavam eles na porta do Lyceu de Goiânia uns 3mi estudantes, liderados por um menino de sorriso torto denominado Catraca, meus olhos brilhavam, e desci ao encontro deles como se eu soubesse exatamente o que fazia, (o pior é que eu sabia), ELES lutavam por 10% do PIB, pelo pré-sal , e um monte de coisas que eu desconhecia mais isso só me motivou a conhecer mais é mais, passou –se o tempo e sem perceber um ano de luta se passou ao lado da UGES, muitas ocupações, manifestações, pula catraca, e era a chegada o grande congresso da UGES é já filiada a UJS (União da Juventude Socialista) me perguntaram se eu poderia ser a candidata para presidência da UGES pelo biênio 2011-2012, pensei muito, agora convicta de que era socialista e de era ali meu lugar, eu disse : Sim !!E fui eleita a primeira mulher a presidir a UGES em 38 anos. E missão dada é missão comprida, com um time novo começamos a nossa gestão com uma GREVE dos professores, ao contrário do que pensam apoiar a greve dos professores não foi uma decisão difícil de ser tomada eu sempre achei que era isso que os estudantes deviam fazer, apoiar a sua classe seus mestres, caímos com todo apoio a GREVE dos professores, a luta pelo PASSE LIVRE continuou, a luta por nossa sede, pelos 10% do PIB pelo PRÉ SAL, e muitas outras que foram dadas a nós, sem desistir nós continuamos esquecendo ás turbulências, nós saímos muito bem, passei no vestibular, não era mas secundarista precisava seguir o curso natural acadêmico de todo estudante, e isso queria dizer deixar a presidência da UGES, meu coração se apertava mas sabia que meu vice presidente irá tomar muito bem conta dessa entidade. Então é chegada o Congresso Mucipal da UJS, e um novo desafio é me dado, ser presidenta da primeira MUNICIPAL da UJS em Goiânia, era mas tarefas mas lutas, e muitas mais critícas, orgulhosa de tal confiança, amedrontada com o andamento e o crescimento das coisas, coração apertado em ter que fazer a transição da UGES para UJS, consultei meus dirigentes mas próximos na UGES eles disseram : Sim nós agüentamos por aqui, e ali eu vi, uma família em que eu era brava quando tinha que ser, mas acolhia quando era necessário, mas era a hora de nós prepararmos para a despedida, mais convicta ainda de ser Socialista aceitei minha nova missão, defender o socialismo dos nossos sonhos, defender a juventude socialista e ir a luta sem medo novamente, foi com a UJS que tive atunidade de entender mais claramente como se davam as divergências de grupos e partidos políticos entre a juventude organizada, e principalmente perceber suas práticas. Foi atuando em um movimento estudantil que defende a aliança operário-estudantil; uma educação pública gratuita, de qualidade, socialmente referenciada; que combate toda forma de opressão machista, racista, homofóbica; que pude entender verdadeiramente a necessidade da construção de uma nova sociedade, um novo modelo de sociabilidade em que seriam possíveis os nossos sonhos. A UGES sempre tomou suas decisões com os estudantes.
A partir dos encontros estudantis,
dos congressos, acabei por conhecer e me interessar no Partido Comunista, pude
identificar que haviam os que lutavam, e fui convencida por mim mesma, em uma
mesa de conversa de que eu era Comunista, de que eu fazia política de verdade,
e havia muitos outros ali que também fazia, minha alienação política não
existia mais, eu queria fazer algo pela JUVENTUDE e pelos seus pais, eu não
entrei pro movimento com o intuito de seguir carreira política quem me
acompanhou sabe, no movimento, na luta e principalmente vendo quais eram as
organizações partidárias que sempre estavam nas ruas, nas intervenções junto
aos trabalhadores, que fui desmistificando o que eu pensava ser um partido
político da classe., o qual eu não sabia ainda mas, teria orgulho em
reivindicar tempos mais tarde. EU ERA COMUNISTA , filiei ao partido Comunista
do Brasil.
A verdade é que eu não precisava
de anos estudando para compreender que o sistema capitalista não serve a nenhum
dos homens e mulheres que verdadeiramente constroem e produzem a vida e as
riquezas diariamente nesta sociedade. O sistema que servia e serve até hoje
apenas aos que nos dominam para que continuem a nos dominar precisava ser
destruído e só quem o poderia fazê-lo era quem mais sofria com ele – as
trabalhadoras e os trabalhadores.
Não demorou muito para
compreender que conspirar contra o capitalismo precisava ser uma tarefa
científica e que era preciso um instrumento consciente na construção dessa nova
sociedade, um partido de organização da classe que seria capaz de ser elemento
catalisador rumo á revolução socialista. Um partido que tenha um programa real
para a emancipação da classe trabalhadora que eu entendo que daqui a alguns
anos pode ser outro nome, outra sigla, mas que hoje é PCdoB.
Não demorou pra eu entender que
na luta de classes, na luta por uma outra sociedade, é preciso tomar partido.
Um partido que luta ombro a ombro
com a classe trabalhadora, que defende um programa rumo à transformação radical
desta sociedade, que entende que a juventude e os trabalhadores são os protagonistas
dessa transformação, um partido para a juventude indignada, um partido de
mulheres e homens, negras, homossexuais, oprimidos e explorados.E nesse partido
que travo uma missão minha ser candidata a vereadora pelo JOVENS nessas
eleições. Nessa comemoração eu mais dois camaradas Ritley Alves e Leticia
Oliveira, fomos até Goiás subimos no morro mas alto e estendemos a bandeira do
Partido Comunista, em homenagem a todos filiados ao partido comunista, a todos
que ainda serão comunista,
1,2,3,4,5,,mil e viva o partido Comunista do Brasil.
Um partido que não é perfeito e
não está pronto, mas que construímos cotidianamente nas lutas. Um partido que
tenho orgulho de construir junto a camaradas valorosos.
E POR ISSO QUE EU SOU COMUNISTA.
Jéssica
Wuiner
